Coluna Pimenta no Reino 05-10-2017

Publicado em 05/10/2017 - 12:36 | Por Redação

Empresários falidos querem receber dívidas do governo; “purgatório do Monteiro apavora”

“Quando segue para a Marcia Regina, temos esperança, mas quando vai para o Monteiro, a coisa fica difícil”, diz servidor

Situação crítica

É de partir o coração, o número de empresários que faliram por não receberem pelos serviços prestados ao Governo do Acre. Alguns deles já tentaram até o suicídio. Muitos casos estão já Justiça, outros continuam preferiram esperar calados.

Muita judiação

A Secretaria de Educação, segundo um dos empresários prejudicados é a que mais bem judiando desses empresários, seguido do Deracre. Muitos processos são enviados ao gabinete do governador, depois segue para as mãos da chefe da Casa Civil, Marcia Regina, ou para a sala de Antonio Monteiro, apelidada de “purgatório”.

Pavor

“Quando segue para a Marcia Regina, temos uma esperança, mas quando vai para as mãos do Monteiro, a coisa fica difícil. Monteiro é gente boa, mas não resolve, apenas administra as lamentações. O purgatório do Monteiro apavora”, diz um conhecido empresário.

Prejuízo

O certo é que esse calote aplicado pelo governo já fechou dezenas de empresas no Acre, um prejuízo incalculável não só para os empresários, que veem seus sonhos sendo destruídos, mas para as pessoas que ficam desempregadas e o próprio estado, que míngua em sua arrecadação.

Pancadaria

O senador Gladson Cameli (PP) virou saco de pancadas de alguns jornais subsidiados pelo contribuinte, via repasses do governo petista, desde que anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao governo do Estado nas eleições do ano que vem.

Nenhuma novidade

Nada de novo no front de batalha. Tais veículos de comunicação servem a Tião Viana como serviram ao irmão dele, o atual senador Jorge Viana e, também, a Binho Marques.

Todo dia

Absolvido Gladson pela Justiça, quanto às acusações feitas contra ele por larápios enfiados no esquema da Petrobras pelas mãos sujas dos companheiros, inventam-se agora outros pretextos para atacá-lo. Diuturnamente.

Senador Gladson Cameli/Foto: Ascom

Dois pesos e duas medidas

Se o senador toma medidas jurídicas contra aqueles que o caluniam, injuriam ou difamam, tais jornais tratam de dizer que que seu intuito é “cercear a liberdade de expressão”. Quando a ação judicial é movida pelo governador Tião Viana em casos similares, os mesmos jornais argumentam se tratar de uma prerrogativa de quem se vê injustiçado pela maledicência criminosa dos detratores.

Maquiavélicos

A última tática a ser usada contra Gladson é tentar colar nele a imagem de “velho político”, cuja atuação em Brasília não teria trazido benefícios aos acreanos.

Sacos vazios

Argumentos – sobretudo os toscos – são como sacos vazios. Estão longe de se sobrepor aos fatos – e menos ainda ao discernimento do eleitor acreano, cujo cotidiano foi, de alguma forma, beneficiado pela ação parlamentar daquele que por duas vezes foi escolhido pelos eleitores para representar, como deputado federal, o Estado em Brasília, e agora exerce o importante cargo de senador da República.

É o óbvio ululante

Tanta pancadaria gratuita e sem sentido tem uma razão de ser: pela primeira vez em 20 anos de comando petista no Acre, eis que surge um nome capaz de aglutinar as forças políticas de oposição e ameaçar o império do petismo no Estado. Sem falar no carisma do pré-candidato ao governo pelo PP.

Pregação no deserto

Os adversários de Gladson, decepcionados com a sua absolvição na investigação no esquema da Petrobras implantado por partidos aliados do PT (com o consentimento dos governos Lula e Dilma), tratam de tentar lhe pespegar um rótulo, um estigma, uma nódoa qualquer. E, assim, começam a falar para as paredes.

Fábula política

Mas enquanto as cigarras companheiras cantam maledicências, as formigas trabalham. E como na fábula de Esopo, o inverno está logo ali.

Produção insuficiente

A deputada Eliane Sinhasique (PMDB), lamentou na sessão desta quarta-feira, 4, o que chama de subutilização do frigorífico Dom Porquito. Segundo ela, a empresa tem condições de produzir 1600 cabeças de suíno por dia, mas seu abate atualmente se resume a uma média de 150 cabeças – apenas 10% de sua capacidade produtiva.

Falta matéria-prima

Ainda segundo ela, os animais utilizados no frigorífico estariam sendo comprados no Mato Grosso. “Antes de investir na ponta, tem que investir na base. Como se faz um frigorífico, se não tem animais para o abate?”, questiona.

Sem resultados

O deputado estadual tucano Luiz Gonzaga disse nesta quarta-feira (4) que os investimentos realizados pelo governo do Estado não têm obtido os resultados esperados. Ele citou como exemplo a Fábrica de Tacos, os parques industriais e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Deputado Luiz Gonzaga/Foto: Ascom

Gastança

Gonzaga frisou que os recursos foram gastos, mas não há resultados positivos para a economia do Estado.

Pra inglês ver

Não se trata de negar que os governos petistas não fizeram esforços no setor da economia estadual. Ocorre que faltou planejamento, estudo detalhado do mercado consumidor e, entre outras coisas, empenho político para levar adiante as iniciativas. Ao que parece, esses investimentos foram feitos muito mais para impressionar os eleitores – o que funcionou – do que pra fomentar a economia regional.

Temer se defende

Os advogados do presidente Michel Temer (PMDB) entregaram nesta quarta-feira, 4, à Câmara dos Deputados, sua defesa contra a segunda denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. A primeira, a Casa barrou após intensa negociações com os parlamentares. O peemedebista é acusado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.

Contra-ataque

Temer chamou de ‘iscariotes’ os empresários Joesley Batista, Ricardo Saud e o doleiro Lucio Funaro, seus delatores.

Torpeza

Por meio de seus advogados, Temer partiu para um ataque sem precedentes contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Na peça de 89 páginas, entregue à Câmara, os advogados classificaram como ‘torpe’ a segunda flechada de Janot contra o peemedebista.

Palpite

A coluna já discorreu sobre o assunto dias atrás, palpitando que a possibilidade de derrubar Temer é mínima. Isso porque a acusação contra ele chega à Câmara enfraquecida pelas revelações nebulosas sobre o acordo de delação premiada fechado pela PGR com os irmãos Batista, donos da JBS.

O que menos precisamos

Além disso, a última coisa de que o país precisaria seria uma nova destituição do mandatário maior da República.

Mais em baixo

Com o país em crise, os Poderes da República em constante conflito e a população descrente dos representantes políticos, a destituição de Michel Temer apenas aprofundaria o buraco em que o PT nos meteu.

Enfim, o silêncio sapiente

E por falar nisso, o senador Jorge Viana (PT) cessou aquela lengalenga sobre uma nova eleição presidencial. Seja por saber que Temer não cairá, seja por temer que Lula esteja na cadeia antes de se apresentar ao eleitor… O certo é que o petista descartou a estapafúrdia ideia de recorrer às urnas como solução para os graves problemas causados pelos governos do seu próprio partido.

De novo

Uma conhecida empresa, que vem abiscoitando maioria das licitações em uma prefeitura ganhou mais uma. Desta vez, apresentou um valor dobrado de sua concorrente, mas mesmo assim saiu vitoriosa. Uma vergonha!

Perderam o medo

O caso está na Justiça, e logo deverá vir a tona. Impressionante como as pessoas perderam o medo da Justiça. Estão vendo os escândalos todos os dias no noticiário e continuam cometendo os mesmos crimes.

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